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Wednesday, September 26, 2007

Serviços públicos municipais e meio ambiente

26 de Setembro de 2007 Atualizado às 21:26h




SP - Uma árvore de aproximadamente 45 metros de altura caiu sobre uma guarita e um veículo na rua Jorge Ramon Urtiza, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, na tarde de ontem, 25. A rua ficou interditada por algumas horas. 25/09/2007
Foto: PAULO HENRIQUE PEPE/Foto
Repórter/AE
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Certa vez, quando ainda morava em São Paulo, tive que solicitar a poda de uma árvore na minha rua, na região do Butantã. A resposta da prefeitura era de que meu pedido levaria, no mínimo, 45 dias (!) para ser atendido. Estávamos em plena estação de chuvas no verão. Após uma tormenta, os galhos da frondosa árvore pesaram atingindo os fios da rede elétrica e uma vertiginosa queda de luz levou meu computador "pro pau".
Eu não podia permitir que aquilo continuasse, mas se tomasse a iniciativa e um vizinho me denunciasse, tomaria uma multa de R$ 500,00 do IBAMA por "dano ambiental". Simplesmente, por fazer o serviço que a prefeitura postergava para os confins de seus trâmites burocráticos. Desesperado por temer mais perdas em aparelhos elétricos, liguei para AES/Eletropaulo para ver o que eles podiam fazer. Me responderam que "podar podar" não podiam, pois isto era incumbência do poder(sic) público(duplo sic), mas que podiam "dar uma aparada" (qual a diferença?) nos galhos. Em meia hora lá estavam...
Intrigado com a eficiência do serviço, me fiz de sonso e perguntei a um funcionário que me relatou que "agora que os americanos tomaram conta da empresa, eles tinham que trabalhar". Me disse ainda que quando assumiram a direção da empresa através da privatização, a empresa teve seus cerca de 10.000 empregados reduzidos pela metade e, atônitos com o desempenho que não caiu, decidiram cortar mais 2.000 inúteis. Só com 3.000 empregados, a empresa se tornara mais eficaz.
Apesar de simpatizante do Liberalismo, eu prefiro a perspectiva minarquista que defende um estado enxuto, eficaz o que difere do simplismo anarco-capitalista de que "o estado é o inimigo" e deve ser anulado da vida civil no máximo possível. Mas, minha experiência com os serviços públicos brasileiros diz que ele tem que ser refundado a partir do âmbito municipal e seus serviços privatizados na maior escala possível. Por que a coisa tá toda bixada.
Na rua em que minha irmã reside em Porto Alegre tem várias árvores de idade bastante avançada. Algumas prestes a cair, como na foto acima do bairro Morumbi em São Paulo. Mas, os "ecologistas" têm impedido que tais podas ocorram. Um morador que plantou algumas em seu próprio terreno também está impedido de fazê-lo sob pena de ser multado por órgãos ambientais. O correto nestes casos é que haja substituição das árvores velhas. É assim que ocorre na própria natureza onde nenhuma árvore é mantida artificialmente por tempo indefinido. Mas, o que "ecologistas urbanos" entendem de ecologia?
Ah... Quando liguei novamente para a prefeitura paulistana, após 45 dias, de posse do número do protocolo solicitando a poda, tive que abrir outro processo, pois eles haviam perdido o original...

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